Vivo um momento de paz interior. De calmaria.
Depois de meses e meses de análises ininterruptas sobre minhas ações, permito-me descansar. Como se estivesse em um estado de transe, aceito quem sou e abraço minha personalidade, confio em mim.
Passei tanto tempo tentando descobrir por que sou assim, quando na verdade a questão mais importante é: quem eu quero ser?
Sinto como se estivesse juntando forças para entrar nesta nova fase. Não sei como isso aconteceu, mas quando me dei conta eu já estava caminhando com ombros relaxados, com uma leveza inesperada. Como é bom!
Por um momento deixo o passado para trás, o que já foi está feito. Confio nas avaliações que fiz: tirei aprendizado daquilo que oferecia essa oportunidade, e até me orgulho das cicatrizes – estas mágoas não latejam mais, agora elas fazem parte de quem sou. Nenhum dos meus defeitos fere aquilo que eu tenho como minha ética pessoal, então eu os recebo com tranquilidade.
Parece que existe um novo espaço, vazio, que poderá ser preenchido como eu quiser. E não estou ansiosa para preenchê-lo, quero fazer isso de forma consciente, aproveitando a brisa...
Sinto-me grata por tudo. E pela primeira vez, sinto-me merecedora.
Como se minha vida estivesse tão simples,
como um dia já foi para todos nós...
