PORQUE NA MAIORIA DAS VEZES SÓ APRENDEMOS DANDO CABEÇADA MESMO... RS

11 de setembro de 2011

URTEIL FREI

Tenho pensado muito sobre liberdade. Sobre ser livre.

Lembro-me de começar a realmente almejá-la aos 16, quando ainda estava no colegial. Determinada como sou, tracei um plano. E o primeiro passo seria um carro. Já no final do ano fui trabalhar no shopping, abrindo mão de viajar e descansar, encarando dores nas pernas, fome e engolindo desaforos – mas como uma boa vendedora, sempre com um sorriso no rosto. Assim fui descobrindo qual o verdadeiro preço que pagaria para realizar minha primeira meta. E não parei mais.

Carro, apartamento, viagens, diversão, consumo... Sempre atrás das metas. E conquistei tudo. Enfim, livre!

Quem dera parar por aí. Se fosse tão simples a vida não teria graça.

O que significa ser livre? Diz o dicionário que é ser isento de restrição externa, poder exercer livremente a sua vontade, autonomia... Mas essas não são explicações suficientes para mim (sim, sim, eu sou chata assim mesmo, nunca me dou por satisfeita! Rs...). Quanto mais sigo minhas vontades, mais me sinto escrava delas.

Então entendi o óbvio: estando inserida em uma sociedade, existem regras para evitar o caos e estes limites podem ser definidos de várias formas – como senso comum, ética, direito individual.E vou além: se seguirmos cegamente nossas vontades, não seremos capazes de ter sequer um relacionamento, seja com amigo, namorado/esposo, pais, irmãos, etc, pois somos animais que só sobrevivem em bando, precisamos uns dos outros. Por isso mesmo o nosso ao redor merece ter dosada influência nas nossas decisões.

Rever conceitos faz parte do processo de amadurecimento. As prioridades mudam, as metas são outras, os valores ficam mais complexos. E, de fato, as liberdades que almejo agora são outras...

...quero ser livre de julgamentos e preconceitos. Quando digo isso, não é no sentido de não ser julgada pelos outros. Estou falando exatamente do contrário: EU quero ser capaz de não julgar, de me desfazer de rótulos, de aceitar que a felicidade tem aspectos diferentes para cada um eque o contexto nunca é o mesmo. Permito-me questionar paradigmas e paradoxos que eu mesma inseri na minha vida, e, de novo, focar naquilo que realmente interessa: as minhas escolhas e suas consequências.

Para mim, ser livre, afinal, é ter escolhas – está aí minha mais nova meta... para vida toda.