PORQUE NA MAIORIA DAS VEZES SÓ APRENDEMOS DANDO CABEÇADA MESMO... RS

16 de setembro de 2010

DU, UMA HOMENAGEM

Quando a morte leva alguém, todos os clichês são verdadeiros.

Pensamos em como deveríamos dar mais valor a quem amamos, como não deveríamos desperdiçar uma chance sequer de dizer “eu amo você”. Em como nós somos materialistas e egoístas. E em como o tempo não volta. Agora entendo de onde vêm os clichês...
A dor que não tem igual aperta nosso peito, nos enche de vazio. Engraçado como podemos ficar cheios de um vazio...

Esquecemos quaisquer brigas, a imagem mais bela é a que recebe nossas lágrimas, valorizamos as qualidades, esquecemos dos defeitos. O que vale é o coração. Somos perfeitos... do jeito que somos.
Em luto, reavaliamos toda sua vida, e encontramos um exemplo de bravura, coragem, determinação, luz.

E perfeição.

Observando as fendas em rochas antes inabaláveis, notei um pequeno milagre. Algo maravilhoso e comovente. A capacidade de o amor superar dimensões e atravessá-las como um simples sussurro no silêncio, transformando aquele que se foi, na força para conviver (pois jamais será superado) com o adeus sempre inesperado. Quase posso tocar as palavras...


Eu vivi intensamente, ri e chorei, cai e me levantei. Inúmeras vezes. Mas nunca desisti, e você também não irá.



Não sei o que nos espera após a morte, se existe vida ou se não. Mas algo me tocou pela primeira vez... O sentimento de perda de algo verdadeiramente insubstituível. E o que me conforta não é me convencer de que existem outras missões além desta minha realidade, mas a certeza de que o amor singelo, evidente e verdadeiro existe. De que ele vai além de laços familiares.

E eu tenho a sorte de senti-lo.


Du, você sempre nos trará forças quando estivermos fracos,
será nossa inspiração para vencer obstáculos,
e dividiremos nossas alegrias com você.
Pois o amor chega a qualquer lugar.
É só imaginar, e ele chegará lá.

Um comentário:

  1. Sinto muito, querida. Muito mesmo...Nestas horas fica difícil dizer algo que 'console', morte é dureza...Enfim, legal o que escreveu pra ele...

    Muita luz!

    Beijão

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